segunda-feira, 23 de maio de 2011
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquece-dor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando MC Donald´s, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso… É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Remar
Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
terça-feira, 17 de maio de 2011
É impossível não pensar em como poderia ter sido tudo tão diferente se eu não estivesse naquele lugar, naquela hora, conhecendo aquelas pessoas que me levariam a conhecer você. Não me apaixonaria, não pensaria todos os minutos no quanto quero você ao meu lado, não perderia noites de sono. Seria muito diferente, mas me ensinaram que tudo acontece por algum motivo, talvez algum dia da minha vida eu descubra esse motivo.
Quem a vê sorrir, nota uma menina feliz e extrovertida. Quem a vê andar, nota uma menina com ar de confiança e leveza. Quem a ouve falar, nota uma menina engraçada e com um bom papo. Quem a vê brigar, nota uma menina decidida e meio esquentadinha. Quem a vê de longe, nota uma menina normal, sem motivos pra chorar à noite, sem cicatrizes e grandes decepções. Mas, olhe nos olhos da menina enquanto ela ri, verá um pouco de tristeza. Note que no andado dela, às vezes ela se desequilibra, mas se recompõe sempre. Note que quando ela para de falar, ela vira seu rosto e olha pro nada, com um vazio dentro dela. Máscaras são fáceis de se colocar, mas nenhuma máscara é suficiente pra esconder tudo o que se guarda lá dentro, sempre há uma brecha.
domingo, 15 de maio de 2011
Você está me deixando escapar, escorregar entre seus dedos, amor.O que você vai fazer quando perceber que me perdeu, meu bem? Quando eu estiver compartilhando meus segredos com outra pessoa… O que você vai fazer, meu anjo? Vai lamentar todas as vezes que eu te avisei, e você não quis me ouvir? Por favor, não me deixa ir, porque se eu for… Não vou voltar. Vinícius Kretek (27-06)
domingo, 8 de maio de 2011
Gosto da sensação de borboletas no estômago, do frio na barriga, das pernas bambas. Gosto da sensação da paixão. De me encantar por um sorriso, por uma palavra, por nada. Gosto da emoção do primeiro beijo, do segundo, do terceiro..
Gosto do perfume novo que acaba ficando na minha roupa, gosto da voz, do jeito. Gosto do mimo, dos abraços, dos carinhos, dos beijos. Gosto de continuar gostando, de aproveitar cada hora, cada minuto, cada segundo. Gosto das brigas e das manhas. Gosto da paixão que dura um dia, uma semana, um mês, uma vida.
Gosto do perfume novo que acaba ficando na minha roupa, gosto da voz, do jeito. Gosto do mimo, dos abraços, dos carinhos, dos beijos. Gosto de continuar gostando, de aproveitar cada hora, cada minuto, cada segundo. Gosto das brigas e das manhas. Gosto da paixão que dura um dia, uma semana, um mês, uma vida.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Você percebe..
Você percebe que está bebada: Fica triste e bebe mais. Fica feliz e bebe mais. Percebe que é normal e bebe mais.
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