domingo, 25 de setembro de 2011





   Depois de um tempo a gente aprende que toda dor tem um fim. Já que nada dura para sempre, não seria uma dorzinha de amor que contrariaria essa regra… Não acha? Pois eu afirmo, meu bem. Eu afirmo que esse seu pequeno coração vai se reconstituir e voltar a bater em sua frequência normal. Seu pequeno coração vai parar de disparar por pessoas que só fazem seus olhinhos ficarem úmidos, miúdos. E quando essa dor passar, eu te garanto que você vai rir das suas próprias lágrimas. Depois que passa, chega a ser engraçado toda essa tolice que rodeia os corações partidos. Pode rir, você merece. Ria daquele ser que te arrancou lágrimas, que tirou o brilho dos seus lindos olhos. Ria daquele ser que te perdeu por pura burrice. Se quiser, podemos rir juntas. Mas aquiete esse seu coração, por favor. Vezenquando aquele ser te fará falta, mas lembre-se que as lágrimas foram mais constantes que os risos. Lembre-se que quem te ama não te abandona, não te perde, não te solta. Quem te ama, fica. Fica do seu lado, te aguardando, te cuidando, te emprestando o ombro para que você chore. Quem te ama não te causa dor, pelo contrário, te ajuda a se livrar das dores já causadas por outros. Eu sei que está parecendo o fim do mundo, mas não é. Talvez essa dor ainda te assombre por alguns meses, mas ela vai embora uma hora. Pode não ser semana que vem, nem mês que vem, mas quando essa dor for embora você poderá dizer: “Eu fui forte e superei”. Sim, você é forte. Você é capaz de apagar todas as mágoas desse pequeno coração, é capaz de acreditar novamente no amor. Você é capaz de esquecer todos os momentos de dor. E te garanto, quanto mais sofrimento, mais aprendizagem. Você vai aprender que não se pode confiar em qualquer pessoa e que as aparências mentem. E não se esqueça: As pessoas mentem mais ainda. Pequena, ninguém é feito só de verdades, mas existem aqueles que se sobrecarregam de mentiras e ferem os sentimentos alheios. E essas pessoas não são dignas de lágrimas. Elas não são dignas do tom avermelhado em seus olhos, nem das suas palavras dramáticas. Pare com essa história de que vai morrer de amor. Ninguém morre de amor, não. Ninguém morre por aqueles que não valem à pena. Menina, pare de escrever sobre tristeza. Pare de ver o nome daquele ser que te machucou em todas as entrelinhas dos textos do Caio e da Clarice. Pare de ouvir o nome daquele mesmo ser em todas as canções de amor cantadas por John Mayer. Pare de se torturar. Pequena, olhe para frente. O mundo te espera. Quando você for capaz desorrir para o mundo, ele também sorrirá para você. Sorria por ser livre para amar quem quiser. Vá em frente, siga seus objetivos. Solte seus cabelos, use seu batom vermelho. E não se esqueça daquela maquiagem natural que toda mulher tem: o riso. Saia, conheça novas pessoas, viva outros amores. E não se desespere, todo amor traz consigo a dor. Eu sei, é clichê, mas é verdade. As palavras rimam, os sentimentos se misturam. E de tal mistura brota uma força imprevisível. Brota uma força que era desconhecida até por você. Brota aquela vontade de superar, de colar todos os cacos do coração. Brota um novo sorriso. E, pequena, eu quero que brote tudo de bom em você. Eu quero que você erga essa cabeça e sorria. Eu quero que você seja forte para se esquecer de alguém que só te fez mal. E o principal: Eu quero que você seja forte para assumir que foi, sim, amor, mas que com o tempo desgastou-se e tornou-se uma dolorosa rotina.

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